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Humberto Mauro e a Animação Brasileira
Por Léo Ribeiro
Lendo o livro “A Experiência Brasileira No Cinema de Animação”, escrito por Antonio Moreno em 1978 e editado pela Embrafilme, na página 75 me deparei com uma surpresa! Pelo menos pra mim! “Da década de 40, temos a contribuição valiosa e mais uma vez pioneira, de Humberto Mauro. Ele inaugura, na filmografia brasileira, o filme de bonecos animados. Era Dragãozinho Manso, realizado em 1942, com fotografia e montagem de Humberto Mauro e Manoel P. Ribeiro, quando trabalhava para o ex INCE. Tinha 18 minutos e era destinado ao público infantil.” (Moreno, 1978,p.75)
- Sem citações ainda.

#1 by ELIETE on 4 de outubro de 2009
É redescobrindo o passado, que iremos revelar o futuro da nossa produção cultural . Adorei saber mais sobre HUMBERTO MAURO. VALEU!!
#2 by Denis Gascó on 27 de outubro de 2009
Achei interessantíssimo o texto que você escreveu, Léo!
Estou me formando em história e fico muito triste ao ver a resistência destes intelectuais em se aproximarem deste tema. Tanto que precisou um cara de fora da área pra fazer um trabalho mais fatual sobre este pioneiro das animações.
Tenho assistido a muitas animações do leste europeu e vejo o uso dessa técnica muito forte entre eles, por esse motivo creio ser perfeitamente aceitável que Humberto seja posto na condiçao de animador. Ou devemos deixar de lado a produção de Jiri Trnka por ser realizada com bonecos??
brigadão pelas informaçoes!!
Vo passa pro CINECLUBE lá da unesp de assis dar uma lida.
abraços
#3 by antonio moreno on 23 de abril de 2010
prezado leo ribeiro,
dizia gláuber rocha: “o artista não diz, induz”, ou mais ou menos por ai. Gostei de seu artigo, pela rota até o mapa do tesouro perdido de H Mauro, “o dragãozinho manso”. E comprova: a história sempre pode ser reescrita ou manipulada (ou pela pesquisa ou por uma trágica imposição política! “1984″ G Orwell ;”O admirável Mundo Novo”, etc).
Valeu sua pesquisa e equiparação com o “olhar” da animação do século XXI. Mas, o mais importante, outra vez trazemos a figura realmente desbravadora de Humberto Mauro, com seu pioneirismo, e te juro, se não existisse o stop motion, ele o criaria, “Dragãozinho Manso”, o filme dele, pede isso, fala disso, está envolto numa atmosfera de fábula, de fantasia e da magia dos contos de fadas´. Gênero tão próximo ao mundo animado de então, anos 40, até os anos digitais do nosso 21. Das fábulas modernas, fantásticamente lutadas com espadas luminosas.
Congratulo você pelo tanto do universo do cinema brasileiro que repertoriou em seu artigo. Isso é salutar. Faz bem ao cérebro.
E, quando puder, coloque a data em que foi escrito seu artigo, e se foi publicado antes, em outra mídia ou se foi publicado pela primeira no site d abca. Grande abraço, Antonio Moreno – 22042010.